quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O CAMINHO PARA A CONQUISTA DA ORALIDADE


POR MARCELO CUNHA BUENO

Um corpo sensível! Um corpo que sente cada pedaço do mundo! Um corpo que procura organizar as sensações intensas e constantes em sua relação com o fora. Sons, aromas, calor, frio, dor. Tudo ao mesmo tempo. Nesse instante.

A repetição dessas sensações, dessas relações, da dança entre o dentro e o fora, acaba por ajudar a criança, o bebê, a construir sua memória, seu repertório. O tempo é instrumento que ajuda a criança a organizar suas sensações. A determinar o que é da esfera dos sentidos.

Seus movimentos deixam de ter o ar caótico e se equilibram. Suas mãos se tornam a continuação de seus olhos. Esses desejam algo e, como num passe de mágica, estendem-se até os dedos, realizando a exploração do objeto desejado.

Seu corpo é a sua fala. Seu corpo é toda a síntese daquilo que pensa, elabora e questiona sobre o mundo que começou a habitar. O choro. Expressão sonora de sensações ainda sem controle, ainda sem palavras. O choro, palavra universal, que engloba, acolhe e convida sensações, sentimentos e incômodos para conviverem juntos em um movimento intenso de inspirações e expirações.

Olhos, braços e mãos. Agora, pernas e pés compõem sua comunicação. Caminha para chegar onde quer. Anda para dizer o que deseja, onde quer chegar.

De repente, um som diferente. De repente, uma escuta para um aglomerado de sons com intenções dos adultos. O que eles dizem?

Criança sabe ler! Sabe ler desde cedo. Lê as intenções daquilo que ainda não domina! O que dizer de uma criança que compreende o que seu pai, sua mãe acabam de lhe pedir mesmo sem ter a linguagem oral desenvolvida? Letrada de intenções. Assim é a criança nesse momento.

E, de tanto ler “intensons”, começam a imitar os sons. Começam a testar sua oralidade num jogo maxilar. E esse jogo desperta interesse dos adultos que a cercam.

É como se renovasse seu estoque de fofuras e usasse mais esse recurso para chamar atenção do mundo. E chamar atenção do mundo é se comunicar. Querer dizer algo! Ser alguém no mundo!

Entende que tem coisas que saem da boca. Quem não viu ou experimentou ser explorado pelo dedo de uma criança, tentando tirar da boca aquela coisa que chamamos de voz, palavra, frase? A criança procura na boca do adulto as palavras que ainda não tem!

Descobre que consegue falar a última sílaba das palavras. Acompanha as músicas dessa forma. Lembra-se de palavras simples, que marcam algum ritual do dia, como beber água, ir à escola, mãe no trabalho, comida, sono. Fala uma palavra inteira. Junta duas. Forma frases. E, quando menos esperamos, cria histórias. Conta suas histórias. Faz memória com sua oralidade.

Assim, ou mais ou menos assim, caminha a criança desde muito cedo, nos primeiros anos de vida até a conquista do universo da comunicação oral. Para que esse caminho seja repleto de sentido e que pais e mães possam aproveitá-lo e ajudar no desenvolvimento da linguagem oral, ofereço-lhes algumas dicas importantes.

Converse sempre!

Conversar com a criança é encorajá-la a pensar! Pensar sobre o que vive! É sinal de afeto, pois conversamos com quem queremos compartilhar histórias. A conversa é um sinal de afeto social. É demonstração de importância para a criança. Converse sobre o dia, sobre histórias passadas entre vocês. Sobre acontecimentos recentes. Sobre os planos para o final de semana. Sobre o tempo. Sobre a escola. Sobre os amigos.

Pergunte!

Perguntar vale mais do que responder. A escola passa todo o seu tempo pensando em ensinar respostas. Assim crescemos, achando que o aprendizado está nas respostas. Quem pergunta é que domina o tema. É quem é capaz de sistematizar o que sabe, relacionar com outros conhecimentos, pensar no remetente da conversação e expor, com palavras adequadas, aquilo que deseja saber. São muitos movimentos inteligentes que envolvem o universo do questionamento. Pergunte sobre gostos. Pergunte sobre opiniões. Pergunte para fazer pensar, refletir. Para se colocar no lugar dos demais. Para colocar ideias e se fazer presente. Pergunte para que a criança ganhe a sua própria voz.

Não “infantilize”.

Temos a obrigação, a função, de ajudar a criança a falar corretamente. Desafiar a criança a encontrar formas adequadas de se comunicar com o mundo. A fala é social e as palavras que compõem a linguagem oral devem ser faladas para que exista entendimento. Água não é dada. Cachorro não é auau, gato não é miau, comida não é papá. Esses recursos, além de serem apreciados pelas famílias, facilitam a comunicação entre os envolvidos na cena, mas não ajudam a criança a construir socialmente a sua noção de comunicação.

Falar corretamente.

Atenção à fala. À gramática. Às gírias. Atenção aos xingamentos. Às intenções. A fala é um sinal de respeito. De atenção com o outro. Com a cultura. E deve ser cuidada por aqueles que falam.

Ler sempre!

Ler é a melhor forma de compor uma fala, uma oralidade rica, repleta de conexões. A melhor forma de nos aproximarmos da intensidade da comunicação que se vivia nos primeiros meses de vida. A leitura é capaz de atribuir à fala sua potência vital! É capaz de atribuir poesia ao que se fala, ao que se diz. Ler é a costura entre o que se fala, o que se escuta e o que se sente!

Entre na escola!

A escola é o espaço da comunicação social. Lá na escola, todos se comunicam. E, para conseguir ser e estar nesse meio, preciso falar. Preciso dizer o que penso, sinto, desejo. A criança, na escola, acaba fazendo a ponte entre uma comunicação mais familiar, mais individual, e uma comunicação social, mais coletiva.

E o caminho segue... do corpo para a fala, para o corpo na fala, que é a escrita. E isso já é uma outra fala.

 


 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ENTRE O QUE FALA E O QUE ESCUTA

                                                                                                  POR MARCELO CUNHA BUENO
 
           A questão está posta: estudantes não escutam seus professores.

Não escutam a matéria dada. Não escutam as regras colocadas. Não escutam os esforços das escolas em fazer com que gostem de estudar. Não escutam mais as suas famílias. Não escutam, pois só pensam em seus tablets, smarts e afins. Não escutam porque foram condenados a pertencerem a uma geração que sempre será pior do que a geração passada.

Mas o que acontece? Ficaram surdos?

As escolas e seus professores se esforçam em tentar significar suas falas, chamando a atenção dessas crianças e jovens surdas à voz dos adultos. Gritam, fazem vivências, tentam envolver famílias, realizam diversas estratégias tentando significar suas responsabilidades. Eles continuam surdos à escola. Então, pensamos: estarão eles surdos de verdade ou somos nós que desaprendemos a falar a sua língua?

Sim, porque sabemos que a escola, por mais “moderninha” que se pretenda, ainda pratica e comunica linguagens antiquadas, por assim dizer. Continua avaliando mais faltas do que conquistas, continua classificando e ranqueando as aprendizagens, continua apostilando saberes e conhecimentos de forma limitadora e empobrecedora, continua exigindo silêncio, continua pedagogizando relações, continua atribuindo diagnósticos aos que não se encaixam, continua pensando o currículo de forma sequenciada, continua negando que seu papel é fazer com que meninos e meninas a superem (entendam que os saberes não estão apenas lá).

A escola, que sempre disse que seus muros deveriam ser derrubados, não encontrou, até os dias atuais, ferramentas para, de fato, implodi-los. Até hoje, pois não esperava que seus próprios habitantes, os estudantes, fossem essas ferramentas. E, hoje, com seus muros no chão, sente-se perdida. Encontra-se em um profundo ressentimento por não conseguir mais estabelecer comunicação com o mundo de “fora”. Ressente-se por ter seus muros derrubados por seus próprios habitantes: os estudantes.

E sua paralisia a calou, a ensurdeceu! Criou um gigantesco abismo entre aquele que fala e aquele que escuta. Entre estudantes, escola, professores e famílias.

Repensar espaços, novas geografias e composições arquitetônicas para além das quadras esportivas, laboratórios, salas de informática, salas e espaços de conhecimentos marcados.

Repensar seus currículos. Singularizar aprendizagens, didáticas, avaliações. Ampliar seus repertórios. Estender seus braços, acolhendo projetos que vão além da escola. Um currículo que converse com os assuntos que mobilizam jovens e crianças. Um currículo plástico, que convide os professores e professoras a criá-lo à medida que se relacionam com seus estudantes. Um currículo inteligente, que costure diferentes ideias, matérias, conceitos.

Repensar seus educadores. Pessoas que fizeram escolhas. Que fazem escolhas todos os dias. Pessoas-educadores, que superam a figura professoral e conquistam o espaço de professores-pesquisadores.

Repensar suas falas. Falas que comunicam, convidam para uma conversa. Falas que superam o famoso “pedagogês” e respondem, perguntam, questionam com as famílias e estudantes o que significa fazer parte de uma escola.

Entre o que fala e o que escuta, há um espaço infinito de relações, de caminhos. A escola passou todo o tempo achando que traduziria a língua de seus habitantes. Passou o tempo todo impondo sua língua a seus habitantes. Chegou a hora de escutarmos mais do que falarmos. Abrirmo-nos ao outro, as suas palavras e gestos. Entre o que fala e o que escuta, há uma imensidão de vozes! A sua, a minha, a nossa, o eco.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARA APRENDER A LER E ESCREVER SEM PULAR ETAPAS

POR MARCELO CUNHA BUENO
Vamos escrever uma história. Era uma vez uma criança. Ela começou, logo no primeiro ano de vida, a entender que consegue modificar o meio para ter o que deseja. Chora, emite sons, e as pessoas que estão a sua volta reagem a favor de seu crescimento. Ela começa a se interessar por isso e pratica diferentes variações de sons, de gestos. Comunicação em ação! Início de um sentimento de mundo. Eis que, no meio de todo esse turbilhão, ela experimenta os primeiros passos. Mais um turbilhão. Caminha de um lado a outro, seu repertório se multiplica, suas pernas a levam a tocar, ver de perto, sentir, tudo aquilo o que os seus olhos conseguem e querem ver!

Um pouco mais adiante, de tanto fazer traços, formas, linhas e pontos nos papéis, paredes e afins, percebe que consegue narrar, contar histórias, vivê-las e representar emoções, sentimentos, fantasias por meio de desenhos! Seus traços dão ação para a sua emoção. Fica assim uns anos, fica assim um tempo. Tempo suficiente para fazer com que se sinta segura para continuar caminhando, para continuar crescendo.

De repente, descobre, com a ajuda de seus adultos, que isso não é suficiente, ainda, para estar no mundo, para fazer parte dele. É preciso se tornar alfabética, alfabetizada, letrada. Ler, escrever e interpretar.

Letras, palavras, frases, pontos, linhas, textos, histórias. Tudo o que conquistou até aquele instante, que teve tempo para sentir e caminhar em seu tempo, aquele tempo das permanências, dos sentidos, que faz com que as coisas durem uma vida, agora, em meses, ainda é insuficiente para ela estar nos contextos sociais.

E é com esse pensamento que eu me relaciono sempre que vejo uma criança se alfabetizar.

Vamos lá: TODAS as crianças que estiverem em uma escola comprometida em alfabetizar serão alfabetizadas. Não é verdade que aquelas que aprendem a ler e a escrever mais cedo escreverão melhor quando adultas. Também não é verdade que quem escreve antes de entrar no Fundamental será um estudante bom de pesquisa, de escrita e interpretação de textos.

Escrever e ler são possibilidades de se relacionar com o mundo. Mas brincar, desenhar, jogar, fazer sons, inventar coisas, calcular, pesquisar, conversar e silenciar também são! E são tão importantes quanto! Há quem diz que não. Bem, no mundo dos adultos, ler e escrever parece que sempre foi o carro-chefe das coisas. Mas, no contexto infantil, um contexto em que as linguagens e as representações de mundo ainda estão se estruturando, tudo tem valor! Todas as formas de comunicação são fundamentais para o crescimento das crianças.

E é por isso que ler e escrever precisa de tempo. Ninguém ficou com os seus filhos e filhas forçando-os a andar e a correr enquanto ainda engatinhavam, ninguém forçou as crianças a falar palavras enquanto ainda davam seus gritinhos e grunhidos, não é? E por que forçar com a leitura e com a escrita?

A alfabetização não se restringe apenas à decodificação do alfabeto. Não é somente juntar umas letras aqui, outras acolá. Ler e escrever vai além. Ler e escrever é expressar o que se pensa, o que se sente, é saber que essa comunicação precisa de alguém que fale, alguém que escute... Para que, por que, para quem se escreve?

Com três e quatro anos, por mais que as crianças estejam escrevendo as letras, geralmente, são as dos nomes delas, ou as dos nomes de seus familiares mais próximos, ou as de seus amigos. Mas ainda têm um caminho para percorrer. Um caminho que deve ser planejado pela escola. Um caminho que pede tempo. Um tempo mais alargado, sem pressa, sem pressão... Um caminho que equilibra perfeitamente brincadeiras, jogos, danças, pinturas e desenhos com letras e números. Ninguém escreve mais e melhor porque a escola puxou a alfabetização para três anos de idade. Pelo contrário. Há tempo para tudo.

Teoricamente, as crianças são alfabetizadas até os seis anos de idade. Sabe, nessa época, entre cinco e seis anos, gosto de conversar com as famílias para explicar sobre esse caminho pelas letras. Possíveis intervenções, tirar aqueles medos do que “pode” e “não pode” ser feito, conversar sobre ideias de “acertos” e “erros”. Tudo isso é importante para não confundir as coisas nesse momento tão importante para a criança.

Algumas dicas para todas as idades, inclusive para pais e mães: a boa e velha leitura antes de dormir. Você pode alternar a ordem da leitura com seu filho ou filha. Procure compartilhar escritas com as crianças... coisas simples: listas de compras, coisas da rotina, preferências musicais e literárias... Pense que elas começam a escrever com letras de forma maiúsculas, depois passam a ler livros com letras de imprensa, até chegarem à letra cursiva. Leia a lista de supermercado e outras listas. Imprima músicas, histórias e contos de que ela goste e leiam juntos.

Tenho certeza de que são pensamentos simples e comprometidos com o tempo das crianças que farão as suas histórias serem escritas com grandes e bonitas letras!

TEXTO PUBLICADO NA REVISTA CRESCER - SETEMBRO DE 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

TEXTO DA SEMANA: PARA MUDAR A NOSSA CIDADE

 
As eleições para prefeito e vereadores está chegando! Vocês devem estar por dentro das eleições de suas cidades, não estão?

E vocês sabem o que cada candidato pretende fazer para melhorar a vida de cada morador da sua cidade? Conhecem a sua proposta de governo? Sabem se o candidato é coerente com o que fala?

A cada eleição, eu fico mais e mais impressionado com as coisas que os políticos falam! Fico impressionado com a forma que se tratam, fazendo acusações, comparações. Fazer política, propor mudanças, deveria ser algo que agregasse as pessoas! Algo que unisse todos para um bem comum! Sim, é impossível agradar a todos! Sabemos disso! Mas deveríamos tentar ao máximo unir as pessoas! Fazer um mundo mais generoso e afetivo!

Cada um sabe o que seria bom termos de transformações em nossas cidades. Eu, por exemplo, que moro em São Paulo, queria ver uma cidade mais organizada: queria um transporte público com mais qualidade, queria mais verde, queria mais espaços para bicicleta, queria que as pessoas tivessem oportunidades de emprego e cultura, que as crianças e os jovens tivessem a experiência de estudar em uma boa escola, que conseguíssemos transitar pela cidade sem esbarrarmos em buracos, construções irregulares... e, com isso, lógico, a minha cidade seria menos violenta, menos caótica, mais acolhedora. Assim por diante!

Os políticos, eleitos pelo nosso voto, ganhando o dinheiro da nossa contribuição de impostos, deveriam deixar de usar esse espaço da prefeitura para se promoverem, como um trampolim para outros cargos. Deveriam, ao invés, fundar partidos e honrar esses desejos do povo, que deposita neles o sonho de mudança!

Procurem saber sobre as propostas dos candidatos de suas cidades, vejam se atendem às demandas das pessoas que conhecem, e lembrem-se de cobrar do futuro prefeito as promessas que fez para se eleger! Vocês, crianças e jovens, serão determinantes para morarmos em uma cidade, estado e país melhor!

Um abraço e até o dia 19 de setembro,

Marcelo

domingo, 9 de setembro de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

TEXTO DA SEMANA: VAMOS RECICLAR?
 
Fico muito impressionado ao ver como as crianças e os jovens estão, cada vez mais, conscientizando-se da importância de cuidarmos do nosso planeta! Já escrevi aqui sobre isso, mas hoje quero conversar sobre A Reciclagem do nosso lixo doméstico, ou seja, o lixo que produzimos em casa!

Quase todas as coisas que consumimos, não sei se repararam, vêm embaladas em plásticos, latas, vidros, papéis. Pode ser uma bolacha de água e sal, pode ser um suco, pode ser um sorvete...

E o que fazemos com essas embalagens? Imaginem um lugar gigante, mais ou menos do tamanho de um campo de futebol! Tanto em largura como em profundidade! Imaginem esse lugar cheio de lixo! Restos de alimentos, de vidros, metais, plásticos, papéis, móveis de casa, coisas que nem imaginamos. Todo esse lixo rodeado por animais que se alimentam desses materiais: ratos, urubus, baratas. É essa a solução que as cidade haviam encontrado para dar um fim ao lixo que consumimos. Deixava-se lá, cobria-se e “caso encerrado”. Todo aquele material se decompondo vagarosamente, soltando líquidos e fumaça tóxica, altamente prejudicial à saúde do planeta. Contaminava-se o ar, os mananciais. Um horror.

Bem, mas podemos contribuir para que esse cenário seja cada vez menos recorrente. E sabem como?

Todo mundo fala em reciclar. Na minha casa, por exemplo, separamos o lixo. Um lugar para depositar o lixo orgânico, restos de comida, e outro lugar para depositar o que pode ser reciclado: metais, vidros, plásticos e papéis. Lavamos cada um dos materiais (o que é muito importante) e deixamos em um latão comum do nosso prédio. Você pode pedir ao síndico do seu condomínio para adotar essa atitude onde vive! Isso tem de virar um hábito.

Mas reciclar não basta! Temos de cobrar, de alguma forma, que os produtores das embalagens repensem nos materiais que utilizam na hora de guardar e condicionar os alimentos. Então, o esforço fica completo. Não adianta nós reciclarmos e a produção de plástico aumentar, por exemplo!

Então, mãos à obra para conscientizar as pessoas a reciclarem seus lixos domésticos. Pode ser no condomínio, no clube, na escola, em casa, no bairro!

Um abraço para vocês e até o dia 12 de setembro!

Marcelo

terça-feira, 21 de agosto de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

TEXTO DA SEMANA: PARA DAR UM GÁS NA ESCOLA


Olha que coisa?! Já estamos no segundo semestre! Reta final de estudos e provas. Momento decisivo para quem precisa se esforçar para passar de ano. É sempre assim: deixamos tudo para a última hora! Estudo depois, leio depois, tomo banho depois… e, quando vemos, o depois já chegou e está até passando!
Então, minha gente, chegou a hora de nos organizarmos para não levarmos algum susto no final do ano. É hora de pensar em estudar bastante para passar de ano sem qualquer recuperação, dp.
Sete dicas para não levar susto na virada do ano!

A primeira coisa é entender que estudamos para nós mesmos! Cada coisa aprendida é capaz de mudar quem somos, as nossas ações, o mundo! Estudamos para irmos além das notas. Estudamos para sermos pessoas melhores. E estudar significa se dedicar! Ler, escrever, fazer contas, pesquisar.

Segundo: é preciso se organizar. Não dá para estudar com televisão ligada, com sono, com fome, pensando em se livrar logo do estudo e ir fazer outra coisa. É preciso se entregar. Então, reserve duas horas no seu dia para isso. Divida a sua rotina de estudo em hora de leitura, hora de escrita, de lição de casa, de revisão das matérias do dia.

Terceiro: se você prestar atenção nas aulas, ter um caderno organizado, com boas anotações, chegar em casa e revisar a matéria, fazendo um fichamento, seu estudo para a prova será moleza! Isso é mais do que meio caminho andado.

Quarto: não se contente com o que aprende na escola. Escolha um tema, um conceito trabalhado e busque na internet, com outras pessoas, outras formas de entendê-lo, de complementar o conhecimento. Ampliação do conceito.

Quinta dica é praticar. Há quem gosta de escrever o que aprendeu. Outros, como eu, gostam de montar aulas. É! Finja que você é o professor, a professora, e explique a matéria para alguém. Ou para alguém imaginário! Outras pessoas gostam de falar em voz alta, outras, de pedir para alguém “tomar” a lição. Não importa como, pratique!

Sexto: durma bem e coma direitinho. Isso irá te ajudar a se concentrar, organizar as suas ideias, ter boa memória.

E sétimo… mesmo com notas boas, não relaxe! Continue estudando! E guarde as dicas para o começo do próximo ano! Pense que, se você conseguir boas notas no primeiro semestre, o seu segundo semestre será mais tranquilo!
Vamos estudar?
Um beijo e até o dia 29 de agosto,
Marcelo

domingo, 22 de julho de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

TEXTO DA SEMANA: E VOCÊ? TEM MEDO DO QUÊ?

Se eu fizesse uma lista das coisas que me dão medo...
Tenho medo de voar. Medo de avião. Morro de medo, sabe? De ficar noites sem dormir quando sei que preciso pegar um avião. Tenho medo de ficar sozinho em alguma casa. Pode ser apartamento, pode ser casa, pode ser sítio, hotel. Tenho medo. Tenho medo de perder alguém muito querido. Tenho medo de que alguém da minha família fique doente. Tenho medo de gente má, mentirosa. E a lista pode seguir por muitas linhas.
E sabe o que eu aprendi ao longo da minha curta vida? Que falar sobre os nossos medos nos ajuda a lidar melhor com eles. Cada um pode fazer de uma forma. Eu gosto de falar deles com algumas pessoas. Às vezes, com alguém da minha família, outras vezes, com meus amigos. E sinto que, cada vez que falo deles, desses medos, eles aliviam o meu coração.
Senti que foi preciso falar deles para poder encará-los. O medo se torna uma coisa ruim quando deixamos de fazer as coisas, de viver a vida por conta dele. E é disso que se trata a minha escrita de hoje. O medo pode ser também essa demonstração, essa afirmação de braveza, de coragem. Isso que te deixa alerta, atento, cuidadoso. O medo pode ser aquele combustível que te deixa mais cheio de vitalidade para encarar os desafios dessa vida.
Eu gosto muito de ouvir sobre os medos das crianças. E os bichos e monstros escondidos embaixo da cama, dentro do armário, aquele fantasma que mora na casa ao lado, no andar de cima, são super comuns. Aqueles medos de não sermos aceitos pelos colegas de escola, aquele medo de que alguém te exponha. O medo de repetir de ano, de levar um fora. Todos são medos muito comuns. Por isso falar é bom! Para ver que não estamos sozinhos. E que podemos aprender com a experiência do outro.
Querem compartilhar seus medos aqui?
Um grande abraço para cada um,
Até o dia 1 de agosto,
Marcelo

domingo, 10 de junho de 2012

É PAPEL DA ESCOLA FESTEJAR AS DATAS COMEMORATIVAS?

POR MARCELO CUNHA BUENO
Escola é o espaço do múltiplo. É o espaço das afirmações das singularidades para a constituição de um coletivo que faça diferença. E o que move esse grande projeto é o afeto e o respeito. Parece um lugar comum. Mas é justamente por isso que deve ser sempre lembrado.
A multiplicidade é a afirmação das intensas diferenças em nossa sociedade. Não é o plural, muito do mesmo, é o variado, o diverso, o inesperado. Para lidar com a multiplicidade, a simplicidade. A língua que todos falamos e ouvimos. Simplificar para acolher, para convidar e aceitar o outro. A singularidade constituída de suas histórias de vida. Família costurada na cidade, costurada a uma tradição, a religiões, que se costuram aos fatores econômicos, a um desejo específico. Assim somos. O coletivo é a geografia onde tudo isso se torna possível. O coletivo deve, ou deveria, ser o espaço da generosidade, do afeto. Eu me afeto pelo outro, pelo lugar, e lhe devolvo em afeto para nos transformarmos em algo nosso! Criado por nós.
Gostaria que essas questões que levantei fossem lidas como entradas para refletirmos sobre um tema que é tão debatido nas escolas e fora delas: é papel da escola valorizar as datas comemorativas?
Bem, para simplificarmos as coisas, com respeito e afeto, vamos colocar que existem dois tipos de datas presentes no calendário escolar: uma de ordem religiosa e outra de ordem, digamos, econômica.
         As religiosas, sabemos quais são. As econômicas (não sei se essa definição ainda me convence totalmente) são os famosos dias dos pais, mães, crianças...
Antes de tratar desse tema, quero, ainda, falar sobre o calendário do ano letivo e de como a escola se comunica com as famílias. Em relação ao calendário, insisto em dizer que escola que para a todo instante para celebrar datas, fazer presente para pai e mãe, desenhar coelho, ensaiar passinhos, não tem tempo para ensinar, não tem tempo para criar uma relação criativa e intensa entre professores, escola e crianças. Imagine o que é, todos os anos, ela se mobilizar para dar conta do mesmo calendário? Bem, quem decide por esse esquema paga esse preço.
E, ainda, escola que acha que para envolver pais e mães é só colocar as crianças para dançar e emocionar a família está enganada. Isso não é suficiente. E isso é como a escola se comunica. Faz-se entender. Diz quais são as prioridades. Família tem de ficar feliz em ver que seus filhos e suas filhas aprendem, socializam. Não se saem bem na foto da apresentação, vestidas de duendes.
Sabemos que essas datas de comemoração de dia dos pais, mães e crianças existem para aquecer uma economia, não é? Sim, eu adorava o dia das crianças, e só quando fiquei mais velho entendi esse papo de economia. Mas o que dizer para aqueles que têm outra configuração familiar? Sem o pai, sem a mãe, criado pelos avós, com duas mães, com dois pais? “Olha, ainda não criaram uma data para essa configuração familiar específica... esse ano você não leva presentinho”. Como seria dar conta de todos esses movimentos?
Mas o que de fato queremos é acalentar corações com afeto. E não precisamos dessas datas para isso!
O mesmo digo para as escolas que insistem em transformar a sua religião na religião dominante. Respeito às configurações diversas!
Ainda temos aquelas que decidem não comemorar nada. E sempre digo que é papel delas formarem as famílias dos porquês de suas decisões. Qual é o motivo – além de ser uma lei federal que diz que toda escola deve ser laica – da escola não celebrar a páscoa, o natal e datas afins? Não dá para ela se fechar e simplesmente dizer: aqui não comemoramos e ponto!
Escolha da escola, escolha da família.
Particularmente, acho muito importante fazermos memória com alguns temas. Comemorar a importância de estarmos juntos. Para mim, a escola pode encontrar outras formas de celebrar o coletivo, sem esperar que essas datas cheguem. As festas populares são interessantes e podem ser um bom motivo para estarmos todos juntos.
O hoje, o presente, é uma linda data para comemorarmos o afeto e o respeito pelas singularidades das famílias contemporâneas e suas escolhas! Celebremos o hoje!

 TEXTO PUBLICADO NA REVISTA CRESCER - JUNHO DE 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

 TEXTO DA SEMANA: AS PERGUNTAS PARA A TELEVISÃO!

Pensando no texto de hoje, resolvi conversar com duas meninas que gostam bastante de assistir televisão. Gostam e entendem muito da programação dos canais abertos e canais a cabo. Gosto de ouvi-las, pois sabem bem diferenciar a programação pensada para crianças, jovens e adultos.
Eu sempre digo para as crianças: há coisas na TV que não são para vocês. Para começar, tudo o que passa depois das 20h00. Novelas, programas de auditórios, telejornais, realitys. Não dá! E não dá para ser mais ou menos com isso, gente! Sabe, quando somos crianças, não temos todos os instrumentos e recursos para entender o que é exposto na televisão. Não temos como assimilar de maneira crítica a programação que é pensada para adultos. E, veja, para alguns adultos. Porque há muita coisa de adulto que eu não gosto, por exemplo.
Para se entender as coisas da televisão, é preciso tempo e muita formação, é preciso ter vivido um tanto da vida que nos permite diferenciar o que é adequado e bom do que é inadequado e ruim.
Quando assistimos programas bons e adequados na televisão, podemos transformá-la em um forte motivo para compartilharmos assuntos e conversas com a nossa família. Gosto de conversar sobre o que vejo na televisão – seriados, desenhos, bons programas – com os meus amigos e com a minha família.
Então, para refletirmos sobre a programação infanto-juvenil na televisão, as minhas amigas, as duas meninas de 10 anos, sugeriram que façamos algumas perguntas para nós mesmos:
Por que todo adulto que fala com crianças na televisão tem de ficar com aquela vozinha fininha?
Por que não existe algum programa que incentive as crianças a escutarem música ou lerem antes de dormir?
Por que os adultos insistem em ver seus programas de adultos na frente de crianças?
Por que há tantos anúncios nos desenhos infantis?
Por que não fazem mais documentários interessantes para crianças e jovens?
Essas meninas costumam dormir cedo. Quando não conseguem pegar no sono, escutam uma música baixinho, leem um livro ou ficam pensando na vida. Gosto dessa rotina e acho que elas já conseguiram entender que o mundo dos adultos ainda é um universo que não faz parte do universo delas, crianças.
Vocês são capazes de responder às perguntas delas?
Um beijo e até o dia 20 de junho,
Marcelo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

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TEXTO DA SEMANA: MÚSICA DO CORAÇÃO
Do que é composta a música?
Música é composta de sons, de silêncios, de vozes, instrumentos, sensações, de vibrações. A música entra pelos ouvidos, bate no coração, faz vibrar a alma, o corpo. As emoções afloram, fazem a gente querer se mexer, pensar, chorar, rir. Música faz memória, escreve a história de cada um. A música é capaz de contar histórias dos nossos momentos mais importantes, de nos fazer reviver algum acontecimento, de lembrar de alguém.
A música conta a história de culturas, de povos. A música é representante de pensamentos. Identifica pessoas, lugares.
A música é uma linguagem universal.
Música se escuta numa roda, ao pé de uma árvore, na rede, em casa, no quarto. Música se escuta sozinho, com os amigos, no carro, na escola. Música se escuta na televisão, no rádio, no celular, nos lugares mais tecnológicos.
Eu comecei a escutar música com a minha mãe. Ela sempre gostava de compartilhar as músicas da sua vida comigo. São músicas antigas, mas que, para mim, são sempre novas. Meu “gosto” musical veio dessas experiências com ela. E eu gosto de fazer a mesma coisa com o meu filho. Gosto de compartilhar com ele as músicas que marcaram a minha vida.
O mais incrível da música é que sempre uma que marca um momento específico das nossas vidas. Agora, eu tenho uma música desse momento... e você? Qual é a música que está fazendo o seu coração bater, o seu corpo vibrar, sua alma se emocionar? Conte para nós!
Um beijo e até o dia 6 de junho!
Marcelo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

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TEXTO DA SEMANA: O BRINCAR DE CADA DIA!

A história era assim: chegava da escola, almoçava, escovava os dentes e ia para o meu quarto. Todas as tardes, a tarde inteira. Eu amava brincar com playmobil, conhecem? Eram bonequinhos que tinham diversos outros objetos, como carros, casas, castelos, cavalos, motos... mas do que realmente gostava era montar coisas para eles.

A brincadeira era uma curtição desde a hora da montagem da história, do cenário. Arrancava fora o cabelo de plástico do boneco, colocava algodão, pintava com lápis preto o algodão para dar um ar de mais jovem, recortava e costurava pequenos retalhos de pano para fazer as roupas de cada boneco/personagem, colava uma caixa de sapato em outra de leite para fazer casas, mansões, colava barbantes no teto para fazer cordas e pendurar meus bonecos, apagava as luzes e deixava somente a lanterna acesa para dar um clima à história, colocava música... e, quando via, horas e horas já tinham se passado.

Brincar faz bem para a cabeça de qualquer pessoa, principalmente das crianças. Eu me lembro de brincar desse jeito até fazer 12 anos. Ao brincar, experimentamos viver, de brincadeira, situações e emoções que podem ser difíceis de lidarmos fora dela. Mas a nossa imaginação, a nossa capacidade de sonhar, de contar histórias, de praticar diferentes culturas e por aí vai, também são desenvolvidas na brincadeira.

Tenho muita saudade dessa época. Eu nunca fui daqueles que queria virar adulto! Talvez, por isso, tenha escolhido trabalhar com crianças.

E vocês, do que costumam brincar?

Até o dia 9 de maio,

Marcelo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO


TEXTO DA SEMANA: O BRINCAR DE CADA DIA!

A história era assim: chegava da escola, almoçava, escovava os dentes e ia para o meu quarto. Todas as tardes, a tarde inteira. Eu amava brincar com playmobil, conhecem? Eram bonequinhos que tinham diversos outros objetos, como carros, casas, castelos, cavalos, motos... mas do que realmente gostava era montar coisas para eles.
A brincadeira era uma curtição desde a hora da montagem da história, do cenário. Arrancava fora o cabelo de plástico do boneco, colocava algodão, pintava com lápis preto o algodão para dar um ar de mais jovem, recortava e costurava pequenos retalhos de pano para fazer as roupas de cada boneco/personagem, colava uma caixa de sapato em outra de leite para fazer casas, mansões, colava barbantes no teto para fazer cordas e pendurar meus bonecos, apagava as luzes e deixava somente a lanterna acesa para dar um clima à história, colocava música... e, quando via, horas e horas já tinham se passado.
Brincar faz bem para a cabeça de qualquer pessoa, principalmente das crianças. Eu me lembro de brincar desse jeito até fazer 12 anos. Ao brincar, experimentamos viver, de brincadeira, situações e emoções que podem ser difíceis de lidarmos fora dela. Mas a nossa imaginação, a nossa capacidade de sonhar, de contar histórias, de praticar diferentes culturas e por aí vai, também são desenvolvidas na brincadeira.
Tenho muita saudade dessa época. Eu nunca fui daqueles que queria virar adulto! Talvez, por isso, tenha escolhido trabalhar com crianças.
E vocês, do que costumam brincar?
Até o dia 9 de maio,
Marcelo

quinta-feira, 12 de abril de 2012

BLOG DO MUNDO DO SÍTIO

TEXTO DA SEMANA: TÁ NA HORA DE DORMIR!


Eu me lembro de muitas coisas de quando era criança. Mas uma das coisas de que mais me lembro é das lutas contra o meu sono. Havia dias que eu queria porque queria ficar acordado, mas os meus olhos fechavam como uma pedra. O corpo é sábio, sabe?
O nosso corpo entende das coisas e sabe muito bem que corpo de criança tem de descansar, dormir cedo. E não é à toa!
O sono ajuda a nos recompor do dia! Ajuda a ganharmos energia! Descansa a nossa mente também! Aliás, ela descansa quando sonhamos. As ideias e tudo o que aprendemos ao longo do dia se organizam enquanto dormimos. Pode reparar: quando não dormimos bem, tudo fica confuso. A nossa memória fica fraca, não conseguimos nos concentrar! Pois é! O sono é aquele tempo mais do que necessário para conseguirmos viver bem!
E não preciso nem dizer que temos que dormir bem para conseguirmos nos concentrar para a escola, prestar atenção na aula, ter boa memória e raciocínio para as provas, conseguirmos fazer esportes, jogar e brincar!
E, quando nós não nos entregamos para esse momento tão importante, o corpo faz isso: começa a dar sinais em forma de “olhos pesados”, movimentos lentos, bocejos... o que temos de fazer? Respeitar a mensagem e fazer o que o corpo manda.
Sabe, cada um tem uma forma de se preparar para dormir. Eu sempre digo que criança tem de dormir cedo! Cedo mesmo! Então, lá pelas 20h00 ou 21h00, já comece a se preparar! Separe um bom livro, faça um playlist de suas músicas, acenda a sua luminária de banho tomado, e vá para a cama esperar o sono chegar. A minha avó dizia que o sono era um trem! Cada vez que bocejávamos, era um aviso da estação dizendo que o trem estava vindo.
Aproveitem para sonhar bastante! Eu sempre anotava os meus sonhos assim que acordava! Hoje, quando releio algum deles, parece que estou lendo uma história fantástica!
Vocês verão como essa rotina de descanso fará diferença na vida de cada um! Ah! Sabe uma coisa boa para dormir? Alguém contando uma história! Quem você vai convidar?
Um beijo, bons sonhos para vocês!
Até o dia 25 de abril!
Marcelo

quarta-feira, 28 de março de 2012

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TEXTO DA SEMANA: CUIDADORES DE PALAVRAS

Hoje quero escrever sobre um tema para vocês, mas não quero parecer um professor. Peço que me leiam como alguém que ama ler e escrever. Vamos falar de ortografia... da arte de escrever as palavras corretamente.
Todo leitor merece atenção. Os escritores se esforçam para contar boas histórias, para nos encantar com suas narrações. Inventam personagens e lugares com muito carinho, mas nada disso tem valor se esse mesmo escritor não prestar atenção à forma correta de escrever palavras. As palavras são como poções mágicas. São elas que, misturadas, levam-nos para longe, para o mundo da fantasia. Cada uma deve ser usada de forma adequada, e o menor erro no uso dessas palavras pode comprometer toda a magia da comunicação e expressão.
Mas não são apenas os escritores quem têm de prestar atenção na escrita. São todos aqueles que se comunicam por palavras. Nos tempos de hoje, com a internet fazendo parte do nosso cotidiano, sendo uma potente ferramenta de comunicação, recebemos muitas informações por esse canal. Lemos notícias, comentários, postagens, recados, mensagens... e conhecemos melhor as pessoas. Por palavras. Na internet, somos aquilo que as palavras contam sobre nós.
Bem, todos nós temos grande responsabilidade em nos comunicarmos adequadamente, corretamente. Todos somos responsáveis por tratar as palavras, as ideias, a comunicação com muito carinho.
É muito ruim ler um texto escrito por alguém sem o menor cuidado com ortografia. É muito ruim ler palavras do tipo: saldade, pesoa, bagunssa, brincadera, cassa palavras, iscola, dezenhar, dessendo... e assim vai!
Sabe aquela aula chata de português? Aquela correção de textos, de redação que vocês provavelmente fazem na escola? Bem, ela é fundamental para as suas vidas! Vocês devem vê-la como uma importante ferramenta para nos comunicarmos melhor, para nos fazermos entender melhor e como um carinho àqueles que lerão o que querem contar.
Então, a partir de hoje, lanço uma campanha: OS CUIDADORES DE PALAVRAS!
Cada um será responsável pelo que escreve. E, antes de enviar qualquer texto, qualquer comentário, qualquer escrito, deverá cuidar de suas palavras. Ler uma por uma e ver se as mesmas foram escritas corretamente. Eu faço isso sempre que escrevo para alguém!
Quem topa ser um Cuidador de palavras?
Um beijo e até o dia 11 de abril!
Marcelo

quinta-feira, 15 de março de 2012

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TEXTO DA SEMANA: APROVEITAR O DIA!
O que você gosta de fazer? Pense em algo delicioso... algo que você realmente goste. Algo que te dê até aquele frio na barriga. Algo que você curta demais e te faça sentir uma felicidade tão grande que nem as palavras podem traduzir. Isso é o gosto de viver o presente. O aqui e o agora. O hoje!

Uma vez, assisti a um filme que me marcou demais. Era a história de um professor que trabalhava em uma escola super tradicional. Ele não era um professor comum. Tinha algo especial. Dava aulas de poesia, mas ensinava seus estudantes a verem a beleza da vida pela arte. Ele ensinava seus estudantes a olharem com encantamento para o que se pode viver aqui e agora.

Converso com muitos jovens e vejo em seus discursos uma vontade incontrolável de se tornarem adultos. Essa vontade cega o momento presente e faz com que vivam somente o amanhã... o que ainda não pode ser vivido.

Temos de aprender a viver um dia de cada vez. Fazer sempre o melhor todos os dias. Sabedoria é aquilo que transforma o velho sempre em algo inédito, novo. Costumo falar com os jovens para eles aproveitarem o que podem viver hoje. Mesmo que reclamem das regras dos pais e mães, das provas chatas nas escolas, das baladas que não podem ir ou que têm de voltar mais cedo, daquela viagem que não farão... Tudo isso faz parte das nossas vidas. um filósofo que diz que tudo da vida precisa ser vivido, coisas boas e coisas que julgamos ser não tão boas. O que temos de fazer é deixar essas coisas nos atravessar e seguir o fluxo. Com certeza aprenderemos com cada passagem das nossas vidas.

Aquele professor do filme falava o seguinte: Carpe Diem, que quer dizer: aproveitem o dia. Aproveite o dia com tudo o que ele pode te oferecer, com tudo o que for possível viver! Viva o hoje e cultive nele tudo e todos que te ajudam a ser quem você é!

Um beijo para cada um!

Até o dia 28 de março!

Marcelo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

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TEXTO DA SEMANA: VOCÊ SORRI PARA A TERRA E ELA SORRI PARA VOCÊ!

Outro dia, estava conversando com algumas crianças sobre hábitos que, na época que eu era criança, não tínhamos incorporado ao nosso dia-a-dia. Quantas e quantas coisas mudaram. Falávamos sobre “atitudes sustentáveis”. Esse termo pode significar muitas coisas, mas o principal sentido é a postura atenta e generosa com o mundo em que vivemos. Mundo composto por um ambiente natural e social.

Quando eu era pequeno, não existia reciclagem. As pessoas começavam a entender que o ser humano, ao jogar lixo no ambiente, promover queimadas e desmatamento, queimar combustível e não preservar boas relações com o lugar em que vive, prejudicava a própria vida.

Lembro de escutar a Camada de Ozônio e ficar muito preocupado com a Terra. Lembro-me de assistir na televisão a crueldade de caçadores de focas e ficar triste por existirem pessoas que não se importam com a vida. Por ver pessoas que não cuidam da própria cidade e não se importam em morar em um lugar bonito e agradável. A “consciência ambiental e social” era formada com essas notícias soltas. Não estava presente na rotina, não era habitual se falar tão naturalmente sobre isso.

Fiquei contente em conversar com aquelas crianças e ver que elas se importam com essas questões. São conscientes que as nossas pequenas ações cotidianas têm um enorme valor! Havia um menino que anda de bicicleta com a sua mãe para ir de um lugar a outro, outro que mora em uma casa que aproveita a água da chuva. Outro que tem uma composteira em casa (vocês sabem o que é uma composteira? Procurem saber!). Todos sabem o que é reciclar. Todos sabem as consequências do desperdício de água.

Agora é o seguinte (coisa que falei com todos eles!): as nossas “atitudes sustentáveis” começam com as pessoas ao lado. Generosidade é algo que precisa ser praticado. Cuidar do outro é a melhor forma de cuidar do mundo. Às vezes, um sorriso pode mudar toda uma vida!

Plante, cante. Sorria, recicle. Não desperdice, reaproveite. Cuide da sua casa, do seu bairro, da sua cidade. Vamos começar pequeno para transformar, grandiosamente, o nosso futuro!

E você? O que fez de bom para a Terra hoje?

Um abraço, um beijo e um sorriso!

Até o dia 14 de março,

Marcelo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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TEXTO DA SEMANA: QUEM GOSTA DE LER?


Nunca me esqueço de um filme a que assisti quando era mais novo. Acho que devia ter uns 7 anos. É a história de um menino que começa a ler um livro fantástico. O livro é tão incrível que ele entra na história, transformando-se no personagem principal. E não é exatamente isso que acontece quando gostamos de um livro ou de um filme? Brincamos de ser o personagem?

A literatura tem esse poder mágico de nos fazer brincar com a história. Ao ler, transformamo-nos em príncipes e princesas, heróis e feiticeiros! As palavras constroem essa vontade de sonhar! Os livros guardam esses segredos que nos são revelados à medida que lemos suas histórias.

Ler é muito bom! Quando eu estudava na escola, eu lia por obrigação. Tinha de ler para fazer a prova, para fazer resumo, para prestar contas de que eu realmente obedecia as regras. Mas ler não pode ter esse peso, não! É lógico que é importante fazer as coisas que são obrigações de estudante. O que eu digo é que não se aprende a gostar de ler dessa forma! Eu comecei a gostar de ler depois desse filme, por exemplo. Lia os livros que a escola me mandava ler e outros tantos que eu queria ler! Sempre digo que quem não gosta de ler é porque ainda não se encontrou com um livro que mexa com a nossa vida! Aquele livro que começamos a ler num dia e não queremos parar mais... Por isso, quem ainda não encontrou esse livro, leia muito... ele deve estar por vir! O segredo é continuar lendo!

Eu montava com a minha mãe todo um clima para a minha hora de leitura. Há gente que lê antes de dormir, na cama. Há gente que gosta de ler sentado na escrivaninha. Há quem leia no banheiro. Não importa onde, ler é bom em qualquer lugar. Eu lia na cabana. Pegávamos um lençol, amarrávamos entre a cama e a mesinha do quarto, colocávamos almofadas no chão, lanterna na mão... luzes apagadas e leitura até de madrugada! Havia noites em que já nem sabia se eu sonhava com a história, ou estava lendo a história!

Acordava inspirado! Brincava muito mais! Ler faz isso: deixa a gente mais cheio de ideias, faz com que a nossa escrita melhore, que a forma como conhecemos o mundo fique mais sensível, pois aprendemos coisas de outras culturas.

Agora que eu cresci, continuo lendo. Livros de poesia, livros de histórias infantis e juvenis, livros de tudo quanto é jeito. Muitas vezes, as palavras são a fonte de maior inspiração para o meu dia!

E você? Qual foi o melhor livro que leu até agora?

Um beijo grande, até o dia 29 de fevereiro,

Marcelo